O OBREIRO E A SUA RESPONSABILIDADE DE SER EXEMPLO
“Sejam meus imitadores, como eu sou imitador de Cristo”
(1 Coríntios 11.1) NVT.

É possível que algumas pessoas e, até mesmo obreiros se sintam desencorajados pela tendência de Paulo de usar a si mesmo como exemplo. Aqui há lugar para a seguinte pergunta: não seria mais sensato apenas apontar Jesus como o nosso exemplo? Todavia quando lemos o Novo Testamento e principalmente as epístolas paulinas, aprendemos que o apóstolo dos gentios não titubeou em momento algum todas as vezes que precisou tratar desse assunto para a igreja em geral e também para os líderes da igreja: “Porque vocês mesmos sabem como devem nos imitar, visto que nunca vivemos de forma desordenada quando estivemos entre vocês, nem jamais comemos pão à custa dos outros. Pelo contrário, trabalhamos com esforço e fadiga, de noite e de dia, a fim de não sermos pesados a nenhum de vocês. Não que não tivéssemos o direito de receber algo, mas porque tínhamos em vista apresentar a nós mesmos como exemplo, para que vocês nos imitassem”. (2 Ts 3:7-9) NAA. “Pois, ainda que tivessem dez mil mestres em Cristo, vocês não têm muitos pais, pois eu me tornei seu pai espiritual em Cristo Jesus por meio das boas-novas que lhes anunciei. Portanto, suplico-lhes que sejam meus imitadores”. (1 Coríntios 4:15,16) NVT. “Contudo, devemos prosseguir de maneira coerente com o que já alcançamos. Irmãos, sejam meus imitadores e aprendam com aqueles que seguem nosso exemplo. Pois, como lhes disse muitas vezes, e o digo novamente com lágrimas nos olhos, há muitos cuja conduta mostra que são, na verdade, inimigos da cruz de Cristo” (Fp 3.16-18) NVT. “Assim, apesar do sofrimento que isso lhes trouxe, vocês receberam a mensagem com a alegria que vem do Espírito Santo e se tornaram imitadores nossos e do Senhor”. 1 Ts 1.6) NVT.

O apóstolo Paulo sabia que o sucesso do evangelho nas comunidades locais por onde ele e outros haviam investido tempo e muito trabalho na plantação e organização da igreja, estava relacionado com sua determinação de viver de acordo com o conteúdo do evangelho que ele pregou e ensinou. Paulo, certamente, não afirma nem reivindica ser perfeito, mas, como homem de integridade e plenamente comprometido com o Reino de Deus, tinha de mostrar congruência e equilíbrio entre aquilo que dizia acreditar e a forma como vivia. E, não somente isso, pois, ele não espera esse tipo de atitude apenas de si mesmo, mas chama a mim e a você, a todos os cristãos, a seguir, isto é, a colocar em prática o mesmo padrão. (1Ts 2.14; 1Tm 4.12; Tt 2.7).
Como exemplo específico, ele esperava esse comportamento das mulheres mais velhas (Tt 2.3-6) e ele as chama para ensinar as mulheres mais jovens por intermédio de suas palavras e exemplos (2 Ts 3.7). A mesma lição ele ensinou ao jovem obreiro Timóteo: “Não deixe que ninguém o menospreze porque você é jovem. Seja exemplo para todos os fiéis nas palavras, na conduta, no amor, na fé e na pureza”. (1 Tm 4.12; 2Tm 2.2.) NVT. Em seu último sermão à liderança da igreja que estava em Éfeso, o apóstolo expressou esse mesmo sentimento e ordenou àqueles líderes que cuidassem do rebanho de Deus (At 20.28), servindo de exemplo para todos, do mesmo modo como ele se comportou naquela igreja. E quando escreveu à igreja em Corinto, a sua mensagem foi a mesma: “Sede meus imitadores, como também eu, sou de Cristo” (1Co 11.1). Que o Deus eterno nos conceda a sua graça para podermos aplicar e viver essa regra de ouro ensinada pelo Espírito Santo por intermédio do apóstolo Paulo. Esse ensino foi de extrema importância para os cristãos dos dias apostólicos, mas também é extremamente necessário para os nossos dias. Um dos lemas que se encontra escrito na entrada de alguns quartéis do exército brasileiro, é exatamente esse: “as palavras convencem, mas o exemplo arrasta”.

Pr. Rayfran Batista da Silva
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